quinta-feira, 29 de setembro de 2011


Você realmente ama a dança?



contemporâneo
Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende apenas de fazer uma atividade física semanal. Você só percebe que realmente ama a dança, quando seus parceiros pulam fora e você ainda persiste. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a empolgação não depende de viagens, festivais e festas.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando se conforma em estudar outros estilos que podem ajudar no seu desempenho. Você só percebe que realmente ama a dança, quando a fome por ler e conhecer a verdade desta manifestação artística sai pelos poros. Você só percebe que realmente ama a dança, quando aprende a conviver constantemente com dores, em todos os sentidos. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não precisa da música como metaliguagem.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando não se limita a apenas reproduzir. Você só percebe que realmente ama a dança, quando é capaz de se distanciar (e escrevo isso com lágrimas nos olhos) de uma vida estavelmente feliz, para buscar qualificação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando descobre a coragem dentro de si mesmo, quando combate qualquer preconceito, quando tem sempre uma lágrima por vir.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando ama a arte em si, sua poesia, sua força, seu poder crítico e de transformação. Você só percebe que realmente ama a dança, quando exercita a repetição sem perder a essência. Você só percebe que realmente ama a dança, quando não depende de nada para gostar dela, a não ser do próprio corpo mexendo, fazendo menção a tudo que se quer falar.
Cantando em outras línguas, viajando infinitos, descobrindo nações. É o corpo. É o próprio corpo. Ele mesmo, que é formado por ciência e sensação. É completo, misterioso, poético, mortal. É cotidiano e magia ao mesmo tempo.
Você só percebe que realmente ama a dança, quando esse corpo fala por si só e aquela sensação indescritível de vê-lo gritando alimenta tudo que a alma pode suportar. Alimenta, mas não fomenta. Só da mais fome. Mais fome e mais fome. Fome de mais. Fome demais. O corpo que diz, fala, responde, questiona, sente. Sente. Sente de novo e quantas vezes precisar. Agora, sente e pense: você realmente ama a dança?

Por Kauane Linassi Leite


retirado de :
http://www.escolabolshoi.com.br/blog/?m=201107

Para entender o battements Tendus á la seconde

Para entender o battements Tendus á la seconde


sábado, 24 de setembro de 2011

FOTOS da Apresentação no Guaraú




Cia de Dança Thais Nogueira dança no Guaraú

A Cia de Dança Thais Nogueira em uma  Apresentação no Guaraú  -Peruibe -SP,onde foi aplaudida de pé.
Parabéns Cia de Dança Thais Nogueira.
Também se apresentou nesta data o Balé Nacional do |Brasil
 





sexta-feira, 16 de setembro de 2011


NOSSAS EXPECTATIVAS


A Cia de Dança Thais Nogueira acredita que um bom espetáculo de dança, precisa necessariamente cumprir o seu papel estético-lúdico-educativo, levando o público a uma crescente expectativa e emoção, mesmo contando uma história já conhecida e que a criança merece ser tratada com inteligência e respeito, daí o cuidado especial que sempre tivemos na preparação e execução de nossas produções.
A direção da Cia de Dança Thais Nogueira investe em pontos básicos de um espetáculo, adequando o ritmo cênico com passagens rápidas e bem marcadas, valorizando a figura do bailarino, primando pela boa técnica  - Seguindo nas interpretações,  tornando as personagens, sempre questionadoras e participantes ativas no desenrolar das cenas.
Numa trama clara e divertida o coreógrafo através do entretenimento e da fantasia, aborda temas como a Familia e  ressalta o valor do amor, fazendo o bem triunfar  proporciona a possibilidade do arrependimento, do perdão e da regeneração, apresentando uma abordagem que proporciona uma visão da arte do balé, dentro do contexto social em que acontece, questionando valores de uma forma muito suave, numa gostosa mistura de arte, cultura e lazer.
As ambientações cenográficas, adaptáveis aos mais variados tipos de palco, são concebidas em projetos criativos, transformando-se em ambientes diferentes; As músicas, especialmente escolhidas, complementam os textos, tornando assim, mais agradável para o espectador assimilar suas mensagens e os figurinos e caracterizações, confeccionados de forma divertida em alguns personagens, buscam torná-los mais cômicos e carismáticos.O objetivo é realizar espetáculos alegres, dinâmicos e de fácil compreensão, onde a criança e o público assimilem importantes mensagens de relacionamento humano, envolvidos por uma atmosfera de magia e realidade

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ubuntu




No Festival Mundial da Paz, em Florianópolis(2006),
a jornalista e filósofa Lia Diskin,
relatou o caso de um antropólogo que estudava
os usos e costumes de uma tribo africana
chamada Ubuntu.
Após terminar seu trabalho,
enquanto aguardava o transporte de volta,
propôs uma brincadeira às crianças.

Comprou doces e guloseimas na cidade,
botou num cesto bem bonito com laço de fita
e colocou sob uma árvore.
Combinou que,ao dizer "Já!",
deveriam elas correr em direção à árvore,
e a que chegasse primeiro,
ganharia todos os doces.

Dado o sinal, as crianças
instantaneamente deram-se as mãos
e correram em direção à árvore. 
Chegando lá, distribuíram os doces
entre si e comerem felizes.
 
Perplexo com tal atitude, o antropólogo 
perguntou por que tinham elas ido juntas,
se a que chegasse primeiro
poderia ganhar todos os doces. 

Elas simplesmente responderam: 
"Ubuntu!"
"Como uma de nós poderia ficar feliz,
se as outras estivessem tristes?"
  
Ele ficou desconcertado! Meses e meses
estudando a tribo, e não compreendera
a essência daquele povo.
Ou jamais teria proposto uma competição.
Ubuntu significa:
"Sou quem sou, porque somos todos nós!" 
('SOMOS' e não 'TEMOS')
UBUNTU para todos vocês!